Uma Feira Medieval na Escola Nadir Afonso

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Na génese de um dia pleno e imensamente feliz, como foi o vivido na sexta-feira, oito de junho, na Escola Nadir Afonso – Agrupamento Dr. Júlio Martins, esteve um desafio e um propósito maior, o de unir e reunir vontades e ações em torno de um bem comum, a preservação da memória e da cultura do povo que é o nosso. Como escreveu Pessoa, Deus quer, o homem sonha, a obra nasce… imbuídos deste espírito, acreditámos na ideia de que poderíamos recriar o ambiente de uma Feira Medieval na escola, e a vontade de fazer começou a tomar forma.

Corria o oitavo dia do mês de junho, no ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, dois mil e dezoito anos depois do seu nascimento, quando, as mui dignas gentes das terras de Nadir Afonso viram, no momentâneo clarear do dia, um inequívoco sinal de que poderiam fazer a festa na rua, conforme a vontade de el rei D. Dinis, expressa na carta de feira lida e aplaudida por todos os presentes, que neste dia foram homens e mulheres do povo, da burguesia, da nobreza e do clero. Na numerosa gente que ali se juntou, a distinção social exibida no trajar serviu unicamente para irmanar alunos, pais, assistentes operacionais, professores e amigos no privilégio real de fazer uma Feira Medieval, onde se trabalhou, comprou, comeu, dançou e cantou, num ambiente perfumado pelo cheiro do pão quente, amassado e cozido ao longo de todo o dia.

As gentes que à feira acorreram, vindas de todo o Agrupamento Dr. Júlio Martins, das várias aldeias e da cidade, prestaram e manifestaram, não a arcaica e desusada vassalagem, mas sim a solidariedade e o apreço necessários à concretização da obra.

Agradecemos a prestimosa colaboração do TEF, que soube captar a atenção do público, rendido à encenação, a acontecer bem próxima de todos.

Ainda no rescaldo do acontecimento, entorpecidos pelo esforço despendido ao longo de muitos dias, congratulamo-nos e felicitamos pais e encarregados de educação pelo apoio incondicional prestado e pela massiva presença ao longo do dia e da noite, sendo fácil intuir que a relação entre a escola e a família se pode e deve construir a partir do que todos temos de melhor, acreditando que do esforço conjunto se pode fazer e ver crescer a obra sonhada.

Terminamos como iniciámos, assumindo o sonho, a ideia de fazer, o júbilo pela ideia partilhada que engradece a coisa sonhada e que, aos poucos, se converte em contagiante força anímica que faz o sonho crescer e voar. Nesta alegria de espírito, vai o nosso bem-haja aos alunos, pais, funcionários e professores que, paulatinamente, deram corpo, alma e cor a mais este sonho, certos de que, tal como o eternizado na voz de Luís Goes,

É preciso acreditar

que o sorriso de quem passa

é um bem para se guardar (…)

Até à próxima!


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